Indicações do Jin Shin Jyutsu®

maio 9, 2011

Estamos juntos nesta empreitada de conhecer o Jin Shin Jyutsu® Fisio-Filosofia há umas 3 semanas, e hoje gostaria de contar para que serve essa maravilhosa arte de saúde e auto-conhecimento. Eu sempre prometo a mim mesma ser sucinta nos textos, mas aqui novamente preciso contextualizar um aspecto importante.

Podemos dizer que JSJ® é indicado como tratamento complementar em casos agudos e crônicos. Mas o que significa esse “complementar”? Bem, atualmente, consideramos que existem tratamentos tidos como convencionais (ou bem estabelecidos), e outros como complementares. Até poucos anos atrás, era comum ouvir falar nas expressões “medicina convencional” e “medicina alternativa”. A medicina alternativa era geralmente composta por uma série de práticas curativas não reconhecidas pelo meio acadêmico, ou sem comprovação científica. Aos poucos, a distância e o preconceito permeante entre o “convencional” e o “alternativo” foi dando espaço para uma conduta mais investigativa, de modo que muitas práticas curativas foram sendo estudadas e reconhecidas pelo meio acadêmico.

Aqui, e sempre (os que me conhecem sabem como penso), não estou defendendo que a academia passe a estudar e dar como “verdadeira” ou “comprovada” qualquer prática dita complementar. Definitivamente, não é esse meu interesse. O que estou colocando é que a distância e preconceito de ambos os lados (porque ambos têm um preconceito mútuo) estão sendo deixados de lado em prol de uma busca por práticas ou condutas de saúde que sejam complementarmente mais eficazes, mais resolutivas aos problemas de saúde que temos tido atualmente em nossas vidas.

Desta forma, nasceu a expressão “integrativa”, que eu diria ser uma síntese dos conceitos de convencional, alternativa, complementar, etc. Portanto, na minha opinião, eu considero o JSJ® como uma prática de saúde integrativa, que possui – em diferentes graus – a capacidade de tratar condições clínicas agudas e crônicas.

Vamos a um exemplo?

Insônia. Todo mundo sabe as conseqüencias de uma noite mal-dormida. Uma vez até vai, mas se isso se torna um hábito, e você começa a conhecer todos os programas de TV da madrugada, então sua vida se converte num pequeno inferno. Existem muitos tratamentos médicos que ajudam a melhorar a qualidade do sono. Na verdade, diante da queixa de insônia, o médico busca investigar se existem fatores orgânicos relacionados. Descartadas essas complicações, questões funcionais (como agitação, dieta inadequada, uso de estimulantes, etc.) são aventadas, e propostas para elas são disponibilizadas. Em ambos os casos, o JSJ® é aplicável como tratamento complementar. Se seu problema é apnéia do sono por obesidade, por exemplo, provavelmente você precisará de um aparelhinho para respirar melhor durante o sono. O JSJ® pode ajudar, mas num nível mais periférico.

Contudo, se você é agitado ao dormir, se tem uma atividade mental intensa à noite, que dificulta seu relaxamento gradual, muito o JSJ® tem a lhe oferecer. Talvez, num nível muito mais eficaz que uma medicação indutora de sono (que vai lhe gerar tolerância após algum tempo de uso). Digamos que você pode considerar o JSJ® como 80% da solução do problema (um valor ilustrativo); enquanto os 20% restantes serão obtidos com algum medicamento, ou medida não-farmacológica tradicional.

Deu para ter uma idéia? JSJ® vai ajudar sempre! Mas em determinados casos, ajuda mais; noutros, ajuda menos. Às vezes, só ele já é suficiente, mas para que isso seja definido, eventualmente você vai precisar de uma avaliação bastante qualificada. Seja como for, tenha em mente que você precisa de um profissional qualificado por perto. E jamais abandone um tratamento médico em curso.

Eis outras indicações do JSJ®:

Alívio de dores em geral, desconfortos e disfunções físicas (tais como, disfunções alimentares, cansaço físico, disfunções menstruais, cefaléia e enxaqueca tensionais, dentre outros), situações de estresse emocional e condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade. Só para citar algumas.

Em um nível mais profundo, a prática do JSJ® permite a pessoa despertar sua consciência para uma forma de vida mais integrada, na qual alegria, auto-confiança, sabedoria e generosidade podem se expressar sem esforço.

Jin Shin Jyutsu®, uma arte.

maio 1, 2011

No último post apresentei um breve histórico de como o Jin Shin Jyutsu® Fisio-Filosofia chegou até nós. Agora, a idéia é tornar algumas informações mais palpáveis, para você não ficar pensando que o JSJ® é uma arte exotérica, estrambólica.

Você talvez tenha se perguntado porque eu não apresentei o JSJ® como uma técnica, ou uma prática de saúde; porque eu usei a palavra “arte”. Quando começamos a estudar o JSJ®, nossa principal preocupação (enquanto alunos) é querer aprender exatamente como se faz; e nos defrontamos com a paciente resposta dos professores nos dizendo que “Jin Shin Jyutsu® é uma arte, não uma técnica”. Isso é mais ou menos parecido com aquela idéia corrente (e aparentemente em desuso) de que “a medicina não é uma ciência, é uma arte”.

O que se quer dizer – no meu ponto de vista – é que, embora um determinado corpo de conhecimento tenha regras a serem seguidas, elas são superadas quando o ser humano se apropria desse conteúdo, estabelecendo relações que só se manifestam a partir da história da pessoa em questão. É aquela tal sensibilidade (ou intuição, ou chame como melhor lhe convier) do médico, do psicólogo, do terapeuta.

Por isso o JSJ® é uma arte; porque, embora haja um corpo de conhecimentos, na hora da aplicação desses, há uma superação. O praticante se vale da sua sensibilidade, da sua história e da conexão dele com a pessoa que está recebendo a arte para que o resultado se manifeste.

Mas, e na prática, como isso acontece?

 Na prática, essa arte é realizada em sessões de aproximadamente uma hora. O cliente ou paciente deita confortavelmente, enquanto um profissional qualificado toca simultaneamente 2 áreas do seu corpo (chamadas “Travas de Segurança de Energia”). Essas Travas, quando abertas, permitem que o fluxo de energia do corpo circule harmoniosamente (este é um dos princípios de saúde da Medicina Oriental), resultando em uma melhora da condição de saúde e bem-estar da pessoa. Geralmente, ao final de cada sessão, o terapeuta propõe que a pessoa leve consigo um “Tema de Casa”, ou seja, uma prática de auto-aplicação. Isso permite que os benefícios da prática se estendam para além daquela hora. Com o tempo, a própria pessoa vai aprendendo diferentes rotinas que vão ajudá-la de forma ainda mais profunda.

No próximo post, vamos ver algumas indicações do Jin Shin Jyutsu® Fisio-Filosofia.

Jin Shin Jyutsu® para você!

abril 24, 2011

Jin Shin Jyutsu® Fisio-Filosofia é uma arte de harmonização física, mental e emocional, realizada por meio que toques suaves em áreas específicas do corpo (sobre a roupa e sem necessidade de aplicação de cremes ou óleos). Foi desenvolvida no início do século XX, no Japão, pelo Mestre Jiro Murai.

Engenheiro agrônomo de profissão, Jiro adoeceu gravemente aos 26 anos, e foi desenganado pelos médicos da época. Pela sua condição, decidiu recolher-se em retiro nas montanhas, meditando como os sábios antigos, fazendo jejum e práticas de posturas de mãos (Mudras). Após uma semana, recuperou-se completamente, e assumiu o compromisso de dedicar toda sua vida a entender e transmitir o que o havia curado.

Assim, estudando as Tradições Antigas de Cura, o Kojiki (livro de mitologia japonesa), Anatomia e Fisiologia, desenvolveu o Jin Shin Jyutsu®, que foi trazido ao Ocidente e aprimorado por uma de suas principais alunas – Mary Burmeister, tornando-se Jin Shin Jyutsu® Fisio-Filosofia.

Atualmente, o Brasil conta com um grupo sólido de praticantes de JSJ®, tanto em nível profissional, quanto aquelas pessoas que fazem a auto-aplicação.

No próximo post vou falar sobre a prática em si, como é aplicada, e quais são algumas de suas bases teóricas.

(Você também pode sugerir temas para serem tratados neste blog.)

Conselhos do Amigo Coração

abril 8, 2010

Sabe, meu amigo, eu sou um cara trabalhador; diria, um trabalhador incansável. Considerando a situação mundial atual, quase um work-a-holic. Na verdade, eu tenho uma incrível capacidade de trabalhar continuamente, sem descanso. Sem problemas. Eu faço isso ritmadamente, paulatinamente. Se você precisar de mim pra algo mais intenso, tipo correr pra pegar o ônibus, eu dou conta. Eu gosto destes desafios, entende. Mas você vai perceber meu esforço vindo de dentro pra fora no seu peito.

Se você me levar pra caminhar, se quiser que eu ande de bicicleta com você, se gostar de musculação, natação, volei, pilates, remo… tudo bem, eu vou contigo. Eu me esforço um pouquinho cada vez que você cair na água, entrar na quadra… e o resultado disso é que você se sentirá mais relaxado, e eu ficarei mais forte.

Você vai estar com sua namorada, e eu bombando forte, pra que o meu vizinho lá debaixo faça seu trabalho direitinho. Vou gerar calor, você vai suar.

Mas não pensa que eu sou um amontoado de células musculares alinhadas e obedientes a um ritmo externo. Eu sou um coletivo de válvulas, artérias, linhas nervosas… Nós somos colaboradores. Nós dependemos uns dos outros. Músculos fortes precisam dar vazão do sangue por válvulas elásticas – verdadeiras comportas. Se nossos amigos neurônios mandam os sinais elétricos regularmente, consigo me contrair certinho. Se as artérias estão limpas e abertas, como grandes avenidas, podemos receber oxigênio e fazer nosso trabalho. Ninguém está sozinho no mundo. Como poderia ser diferente comigo, o coração?!

Como poderia eu trabalhar tranquilo sem a sua ajuda? Se você agredir minhas artérias com gordura vegetal hidrogenada e colesterol LDL, elas vão inflamar, formar placas, coágulos… e isso vai acabar por entupi-las. Se você só quiser trabalhar, não respeitar as horas de sono, se achar que é mais importante pegar aquele projeto do que passar o domingo com a família, tenha certeza de que meus neurônios vão ficar irritados, estressados, e isso vai gerar uma onda de impulsos irregulares. Vou bater fora do ritmo. Se você fumar, as coisas pioram. Se não gostar de visitas regulares ao meu amigo médico, pode ser que eu tenha problemas. Como eu sou um cara quietão, dificilmente vou dar sinais de que as coisas estão ruins. Quando isso aparecer, talvez possa ser tarde; ou talvez você tenha mérito.

Com amor, pelo amor, para o amor. Afinal, para que mesmo que eu vivo?!

Pela Saúde de Todos

março 20, 2010

Há algumas semanas, eu falei sobre como os nossos pensamentos se tornam imãs. Basicamente, uma atitude mental positiva, de compaixão e respeito vai conduzir nossa mente por caminhos mais agradáveis na vida, independentemente do que ela nos oferecer. Se treinamos produzir bem-estar interno, ele aos poucos vai se ampliando a nossa volta, de modo que atingirá as pessoas de nossa convivência e até mesmo outros entes distantes.

Isso é o que muitos acreditam ser a melhor forma de se viver neste planeta, sejam quais sejam suas crenças. Budistas – em particular – acreditam que focando suas atenções em algum objeto em especial (um local, uma pessoa doente, uma situação social), a energia desse pensamento ou prece é capaz de transpor quaisquer obstáculos físicos ou temporais e atingir seu alvo a fim de promover um resultado positivo.

No próximo dia 23 de março haverá uma grande reunião virtual em prol da saúde de todos nós. Será o First Global Tonglen/Lojong Session GMT 8-9am and/or 8-9pm.

Vocês sabem, Budistas têm disso! Eles rezam pela paz mundial, pela saúde mundial, por toda ordem de boas coisas mundial. Pessoas em todos os cantos do planeta vão parar suas atividades cotidianas num mesmo horário GMT, e meditarão juntas.

Se você – ser humano com sua crença – quiser se unir a nós por uma atitude mental mais pacífica, mais saudável, mais amorosa, mais respeitosa, mais tranqüila, mais pura, mais o que você quiser implementar na sua vida (desde que beneficie a todos), você está mais do que convidado.

Se você tem tempo para esta prática completa, reserve uma hora para meditar. Se você não sabe como fazer, pode escolher relaxar, ler a Bíblia ou outro texto sagrado, cozinhar para alguém, levar a vovó do 302 para passear, tomar um chá com sua madrinha, lavar o carro do irmão, limpar o cocô do cachorro, plantar uma árvore, cuidar pra não pisar nas formigas da calçada… (posso ficar o resto do dia pensando em boas ações)

Se você não tem esse tempo todo, sugiro que você coloque o celular pra despertar nesta hora com a seguinte nota (e leia-a para si mesmo):

“Neste exato momento, milhares de pessoas estão meditando em todo mundo pela saúde e bem-estar de todo o planeta. Como forma de contribuição, eu vou respirar profundamente 1 única vez, para que meus pulmões fiquem completamente renovados de ar, e eu possa usufruir da maravilhosa oportunidade de ainda estar vivo. Que todos possam se beneficiar.”

O horário (hora de Brasília) é 5 da manhã e/ou 5 da tarde.

Nos vemos lá.

Respiração, ansiedade e coisas que podem ir embora

março 15, 2010

Recentemente, um grupo de médicos americanos realizou um estudo clínico randomizado comparando massagem terapêutica, terapia de relaxamento e termoterapia para o tratamento de desordens de ansiedade. Para surpresa geral, todas as propostas terapêuticas foram igualmente efetivas.

O destaque que faço aqui é para a proposta de terapia de relaxamento, cuja base são exercícios de respiração. Eu já havia mencionado o quão simples e importante é respirar. Agora, então, mais ainda. Não que a massagem terapêutica não seja fundamental – muito pelo contrário -, mas uma vez que você mesmo é igualmente eficaz na resolução de seus problemas de ansiedade, isso torna o acesso a processos terapêuticos muito mais amplo para a população em geral. É claro que trabalhando para o Sistema Único de Saúde (o mais amplo e irrestrito convênio de saúde deste país – para aqueles que ainda não se deram conta disto), eu sempre tendo a buscar alternativas de saúde que estejam disponíveis a qualquer um – branco, preto, rosa, rico, pobre, burro, universitário, ladrão.

Então, só pra reforçar a idéia: respire!

Aqui vai outro exercício:

Lembra da posição relaxada no sofá? Com uma das mãos sobre o peito e a outra sobre a barriga? Então… volta aí pra ela. Você, que já fez esse exercício antes, com facilidade vai retomá-lo. O foco agora é o próximo passo. Uma vez que você tenha percebido com qual parte do corpo está respirando, agora faça um exercício dirigido para respirar usando a barriga. O movimento é simples e, basicamente, envolve a idéia de empurrar o ar para a barriga (não que isso seja possível, mas uma vez acionando o diafragma, você vai perceber sua barriga crescendo de volume, o que dá essa impressão).

Na inspiração, você faz a força, e a expiração é o simples soltar. E não apenas o diafragma propriamente dito, mas os ombros, as pernas, os músculos do pescoço, os pensamentos preocupantes. Cada ciclo respiratório é um convite a deixar ir, acompanhado do passo seguinte – que é fazer o novo chegar. É como se uma camada de preocupações fosse se descolando do seu corpo, como uma pele velha descascando, sendo trocada por uma nova situação de tranqüilidade e bem-estar.

Você já deve ter percebido algo: nada acontece por si, senão que você é o agente da sua própria mudança. Portanto, dedique poucos minutos do seu dia para isso. Quem sabe você não começa a contar aquelas 36 respirações?!

Elas só fazem isto na TV

março 8, 2010

Interrompo a sequencia de textos sobre Alimentação Saudável pra dizer que “elas só fazem isto na TV”. Veja o clip que eu recebi antes do Carnaval, de uma amiga querida – médica de família -, alusivo às recomendações sobre DST’s (doenças sexualmente transmissíveis).

http://www.wikio.com/video/2588296

(por favor, assista e volte pro texto)

Infelizmente, bêbado ou bêbada, você não põe, nem pede pra ele pôr a camisinha. Quando você se dá conta, o carinha já tá lá dentro, a coisa já tá boa e passa um flash de pensamento na sua mente (feito estrela cadente) de que tudo vai dar certo.

Outra: Depois de alguns meses de namoro, juras de amor e uma pseudo-estabilidade, você se convence que o cara é legal, gosta de você e tem todas as credenciais pra ser fiel. Você ignora completamente que ele já foi fiel pra um monte de outras namoradas e decide mudar seu método contraceptivo, pedindo informações pra melhor amiga sobre qual pílula deve tomar. Dona do seu próprio Planejamento Familiar, você (pensando ser muito inteligente e moderna) comunica seu companheiro, e poucos obstáculos se interpõem a sua nova forma de fazer amor. Não raras vezes é o próprio namorado que propõe a troca “camisinha por pílula”.

Ou cansada das insistências dele por provas de seu interesse numa relação mais firme, você finalmente decide deixar de usar camisinha.

Achando essas histórias de carochinha?! Coisas que não acontecem mais, ou que só acontecem em classes menos favorecidas?! Não se iluda.

No dia em que o Dia Internacional da Mulher completa 100 anos, decidi escrever de uma forma um pouco mais realista. Ainda que tenha pelo que comemorar, decidi usar esse espaço pra lembrar das coisas que ainda me fazem lamentar sobre a condição da mulher – seus medos, sua intimidade pouco explorada.

Para isso, selecionei alguns trechos de entrevistas da ginecologista Albertina Duarte sobre temas da saúde da mulher e as questões que envolvem a relação homem-mulher. Tome tempo pra isso, nem que seja sentada no vaso com o notebook no colo, ou no elevador da empresa lendo em seu mais novo Blackberry 3G.

Albertina: “O grande problema da mulher hoje, ainda continua o medo de não agradar. A mulher não tem voz. A insegurança dessa mulher é um grande problema. A mulher, empoderada, ela que tem poder de ter voz, mas para ter voz ela tem que ter conhecimento.”

Mas não é só isso…

…não é falta de conhecimento, é falta de vínculo, é falta de compromisso, de atitude e segurança. A menina precisa ser muito “mulher” para dizer: “sem camisinha não transo”, e o homem tem medo de falar porque acha que vai atrapalhar o uso da camisinha e aí culpa a mulher. Na verdade, como não tem intimidade, não dá para falar, é tudo muito rápido. (…) Quer dizer, a libertação da mulher, toda luta que tivemos, que foi muito importante, tem que ser acompanhada da libertação da voz.

Na íntegra:

http://www.atmosferafeminina.com.br/internas/interna_generica.aspx?page=entrevista/detalhe.ascx?entrevista_id=5

Noutra ocasião, ela respondeu a perguntas mais instigantes ainda.

Como a mulher se sente com as observações do companheiro sobre as características de seu corpo?”

O homem é mais crítico em relação ao corpo da mulher do que ela própria?”

Qual é o motivo de tamanha proteção por parte delas, se eles não têm esse cuidado?”

E por que eles agem assim?

Qual é o maior medo deles?”

Para conferir as respostas:

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT991662-1666-1,00.html

E por último, veja a entrevista que uma amiga fez com um professor de Budismo, o renomado Dzongsar Khyentse Rinpoche, muito recentemente.

http://revistatpm.uol.com.br/blogs/tashidelek/2010/03/06/corra-lola-corra.html

Seja ser humana! Seja ser humana destemida! Seja ser humana amorosa consigo mesma!

Parabéns pelo seu dia!

Caros leitores homens, a vocês também fica o convite à reflexão.

Alimentação Saudável II

março 6, 2010

O quê? Prato Colorido

Quando? Na principal refeição do dia

Onde? Você escolhe

Como? Com tranquilidade, fundamental!

Pra/com quem?

Pra você, ora bolas (como diria meu pai)!

Pra sua pele; pro seu intestino; pro seu cocô inteiro, boiante e nada fedorento.

Sozinha(o) ou acompanhada(o).

O quê? “Prato Colorido” é uma síntese de uma quantidade muito grande de informações. Os mais acadêmicos iriam em direção da dieta DASH; os ayurvédicos falariam sobre Vata, Kapha, Pitta; os mais técnicos tenderiam ao equilíbrio dos nutrientes daquela famosa pirâmide; eu – aqui – falo pras pessoas que estão interessadas no assunto sem ter que, necessariamente, entrar nos detalhes. De toda forma, essa é apenas uma aproximação.

Ao servir seu prato, você precisa ver 4 cores nele: (1)branco, (2)preto, (3)verde e (4)outras cores. Enquanto você espera até eu destrinchar o assunto (próximos capítulos…), vai dando uma olhadinha no seu prato, e vê quantas cores tem por lá.

Quando? Bem, eu sou uma pessoa exigente, mas tendendo a baixas expectativas em tratando-se de mudanças de hábitos do outro. Escolha apenas uma refeição para ser detalhista com seu prato colorido. Eu sugiro a principal refeição do dia. Mas, se atente! O almoço tende a ser a principal refeição do dia só pra quem trabalha das 8 às 12, das 2 às 6 (e horários similares). Nem todo mundo funciona da mesma forma, e as refeições precisam respeitar o esquema de vida da pessoa, seu tempo, tipo e quantidade de trabalho, sua atividade (ou inatividade) física, sua hora de dormir, seu ciclo menstrual.

Onde? Você escolhe o lugar onde comer – a casa da mamãe, a sua própria, a lanchonete na frente do trabalho. Não interessa onde, desde que seja um lugar variável. Comer sempre no mesmo lugar, o mesmo cardápio, o mesmo tempero, a mesma forma de preparo é o que tira a diversidade da coisa. E consequentemente a diversidade dos sabores, das vitaminas, dos nutrientes.

Como? Com tranquilidade, fundamental! Um tempo atrás eu estava pensando em lançar uma campanha: “Desligue a televisão na hora da refeição!” Não dá pra comer com aquele monte de notícias de assalto, mães chorando pelos filhos craqueiros, acidentes, terremotos. Apenas na hora da refeição seja egoísta com os outros e imensamente generoso consigo mesmo: COMA EM PAZ. Se o restaurante tem TV, senta longe e de costas (parece que notícia sensacionalista tem íman). Procure lugares ou horários não tão atrolhados. Difícil?! Seja mais egoísta ainda: coloque os fones de ouvido do celular, e escute o que você mais gosta enquanto mastiga aquele monte de vezes que os macrobióticos adoram contar. Reunião-almoço?! Tudo bem, mas não dá pra ser todos os dias.

Pra/com quem? Bem, não seja ingênuo, temos um objetivo: comer melhor. Pra ter mais prazer comendo, pra ser mais saudável comendo, pra ficar mais bonita comendo, e assim por diante. Se você não colocar coisas saudáveis pra dentro, como espera transparecer dessa forma?! Até vai conseguir por um tempo, mas mesmo o mais puro chocolate suíço em excesso vai te levar às espinhas, à diarréia, aos quilos a mais.

Em breve vou desdobrar o Prato Colorido propriamente dito (enquanto isso, vai observando o seu e o dos outros – aprendemos muito com erros e acertos alheios).

Alimentação Saudável

março 5, 2010

Eu não sou nutricionista, e uma vez tendo prometido pra minha mãe não fazer vestibular nunca mais (ela disse que não costuraria mais meus vestidos de formatura), não há a mínima chance de eu voltar para mais um curso universitário. Mas eu gosto e estudo o assunto, e me encorajo a dar uns pitacos, portanto. Lamentem os entendidos.

Falar de regime, dieta e comidas light dá arrepios na maioria das pessoas. Eu também tenho nervoso só de pensar em receitas que começam com tantos gramas disto, ou “x” fatias daquilo. E é justamente esta abordagem do assunto que afasta quem mais precisa ou quer ajuda.

Toda vez que preciso revisar a dieta de algum paciente, me deparo com o desafio de entendê-lo, em seus desejos, ansiedades, interesses… mais do que na gramagem do almoço (deixo isso pra moça da balança do buffet a quilo).

Comer é uma forma de se comunicar, de falar consigo mesmo e conviver com os outros. As pessoas se reúnem pra comer; e, enquanto isso acontece, elas discutem assuntos de família, reencontram velhos amigos distantes, decidem sobre novos projetos, se vão casar no ano-que-vem, e qual escola é melhor pras crianças. Comer não é simplesmente colocar um amontoado de calorias pra dentro. Por isso, qualquer dieta baseada nessa forma de pensar está fadada ao fracasso.

Portanto, uma abordagem inteligente do assunto precisa levar em consideração o que a pessoa é, de onde ela vem, quais e quantas horas por dia trabalha, se come sozinha ou com mais 4, e assim por diante.

Todo projeto precisa responder às perguntas que seguem:

O quê?

Quando?

Onde?

Como?

Para/com quem?

Sem isso; sem chance.

Amanhã eu vou responder a cada uma das perguntas acima, e tentar convencê-lo(a) a comer com mais qualidade.

Relacionamentos – e o que isto tem a ver com saúde

fevereiro 27, 2010

Pois é, sabe aquela máxima dos teus pais falando “me diga com quem andas, e te tirei quem és”? Então, parece que voltou à moda. Eu acompanho um blog sobre relacionamentos; digamos que pra me atualizar. Como diria um antropólogo, eu passei muitos anos fora do “mercado matrimonial”. O dito blog não é desses sites de relacionamento, mas é a visão atualizada e crítica de uma determinada pessoa sobre o assunto, o que me ajuda a entender a mim mesma no mundo atual, e aos meus pacientes em suas problemáticas diárias.

Na minha ótica, hoje ele sintetizou uma queixa que percebo no meu dia-a-dia – no consultório, entre amigos e colegas. Se você vibra numa determinada frequência, pessoas, objetos e situações da mesma vibração vão se aproximar (, e tão somente elas, a não ser que sua poupança de mérito tenha algum dividendo a lhe oferecer; o que até acontece, mas ainda assim as coisas dependerão de como você usa os seus recursos).

Se você acha que só se ferra nas suas relações, mesmo sendo uma pessoa adorável, cheia de boas intenções e só fazendo o melhor para o outro, desculpe (como dizia a propaganda), “você precisa rever seus conceitos”. Afinal, dificilmente o carinha que chegou na Disco na noite passada vai se tornar seu marido para sempre.

Isso tudo é como a beleza da pele: não adianta passar creme, rebocar, repuxar, se você não come certo, não dorme certo, não mantém a mente atenta e tranquila – desculpe de novo – não tem jeito. Até dá pra ir levando com bons cuidados, mas as rugas vão chegar com o tempo.

Isso tudo é como a sua gordurinha acumulada do lado da cintura. Por mais ginástica, aparelho de ultrassom, lipo e outras intervenções invasivas, a sua hora vai chegar, e os hormônios vão te lembrar o tempo das coisas.

Seja íntegro, sincero e pacífico com você e agora mesmo, e sua saúde está garantida neste exato momento – nem um segundo a mais.


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